Andrea Ernest Dias  – flautista

Durante 28 anos foi flautista solista da Orquestra Sinfônica Nacional–UFF (1991 a 2019). Atualmente lidera o Andrea Ernest Dias Quarteto e integra os grupos Trio 3-63, Abstrai Ensemble, Orquestra Ouro Negro, Carlos Malta & Pife Muderno e o Duo Andrea Ernest Dias & Elodie Bouny.

Doutora em Música pela Universidade Federal da Bahia e autora do livro Moacir Santos, ou os caminhos de um músico brasileiro (Edições Folha Seca/CEPE, 2014/2016). Idealizadora e diretora artística do Festival Moacir Santos.

Apresentou-se em importantes salas de concerto como Carnegie Hall, Lincoln Center e auditório da ONU em Nova York; Forbidden Hall, em Pequim; Cité de la Musique, em Paris; Theatro Municipal e Sala Cecília Meirelles, no Rio de Janeiro; Sala São Paulo; Palácio das Artes, em Belo Horizonte; Theatro da Paz em Belém e Teatro Amazonas, em Manaus, entre outras.

Participa regularmente das Bienais de Música Brasileira Contemporânea como solista e camerista convidada.

Participou de importantes títulos da discografia brasileira e sua flauta é ouvida em gravações para Baden Powell, Caetano Veloso, Chico Buarque, Edu Lobo, Guinga, Moacir Santos, Rosa Passos, Cássia Eller, Milton Nascimento e Zé Kéti, entre outros artistas da MPB.

Como solista, produziu e lançou os CDs Muacy (Sambatown, 2014), Choros Amorosos (Fina Flor, 2010), Em torno de Villa-Lobos (Fina Flor, 2010), Trio 3-63 (Sambatown, 2009) e Andrea Ernest Dias – flauta e Tomás Improta – piano (Biscoito Fino, 2005).

Flautista Andrea Ernest Dias
Flautista Andrea Ernest Dias. Foto Ana Branco / divulgação

Andrea Ernest Dias Quarteto

Nesta formação, Andrea Ernest Dias está acompanhada e três jovens instrumentistas: Miguel Dias no baixo, Pedro Fonseca no piano e teclado e Felipe Larossa Moura na bateria. O Quarteto tem como fonte de inspirações e de afetos a música popular brasileira, identificável pela integração sofisticada de melodias, harmonias e ritmos da África, da Europa e das nações indígenas originárias. Samba, choro, maracatu, valsa, baião, canções praieiras e bossa-nova são os gêneros abordados no repertório, com a assinatura de compositores fundamentais da nossa história musical. Para além da letra e da poesia que as fazem mais conhecidas do público, a versão instrumental dos temas fecunda ainda mais o campo de possibilidades para a interpretação musical e promove o desenvolvimento criativo de músicos solistas, de acompanhadores e dos ouvintes. Os arranjos foram concebidos pelo grupo, formado por instrumentistas experientes na música de concerto, no choro, no jazz, no pop e no rock.

Andrea Ernest Dias Quarteto
Andrea Ernest Dias Quarteto – Componentes, da esquerda para a direita: Miguel Dias, baixo; Pedro Fonseca, piano; Felipe Larrosa Moura, bateria; Andrea Ernest Dias, flauta. Foto Ana Branco / divulgação.

Duo Andrea Ernest Dias & Elodie Bouny

O duo formado pelas virtuosas instrumentistas estreou com grande sucesso na edição 2017 do Festival Mimo, em Paraty, oferecendo ao público um repertório de altíssima qualidade, com peças originais em arranjos inéditos.

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Trio 3-63

O Trio 3-63 propõe programas dedicados à escuta das múltiplas frequências da criação musical brasileira. A flautista Andrea Ernest Dias, o pianista Paulo Braga e o percussionista Marcos Suzano fazem jus ao melhor de sua geração, transitando com desenvoltura pelos vastos domínios da música. Com suas experiências em palcos e estúdios da música popular, da música de câmara e da música sinfônica, os músicos embalam o legado dos grandes instrumentistas brasileiros, expressando, com virtuosismo, qualidade lírica e harmonias pesquisadas, a atualidade da música instrumental e o cosmopolitismo dos sons brasileiros.

Ensaio
DI Rio de Janeiro (RJ) 25/06/2011 Trio 3 – 63 – Ensaio dos músicos Andrea Ernest, Marcos Suzano e Paulo Braga no Estúdio Verde, no Cosme Velho. Foto Ana Branco / Divulgação. Crédito Obrigatório.

Abstrai Ensemble

Grupo de musica de câmara contemporânea, integrado por instrumentistas e compositores em colaboração com compositores vivos (brasileiros e estrangeiros). Além de peças musicais instrumentais e vocais, o grupo utiliza regularmente nos seus concertos e atividades as últimas tecnologias digitais (eletroacústica e música mista).

A Fulô Cultural também já produziu espetáculos de outros grupos e artistas, entre eles:

  • Antonio Nóbrega: músico, compositor, dançarino e brincante dedicado à cultura brasileira de referência popular.
  • Cordão do Boitatá: grupo musical dedicado à cultura popular, a partir da recriação e do resgate de ritmos brasileiros, como maxixe, lundu, forró e marchas carnavalescas.
  • Gesta: grupo musical dedicado à pesquisa e recriação de repertório armorial-popular.
  • Juliana Manhães: atriz, dançarina e arte educadora cujo trabalho é voltado para a pesquisa e divulgação de danças e histórias de manifestações populares, principalmente ligadas aos mestres do Divino e do Bumba meu boi.
  • Mercado de Peixe: grupo musical paulista que, através de sua formação original – guitarra, baixo, bateria, viola caipira e sanfona – vem renovando o rock brasileiro com a influência da cultura popular de São Paulo.
  • Mundaréu: grupo musical e teatral curitibano que se dedica à recriação de formas populares, como Bumba-meu-boi, Mamulengo, Fandango, Cacuriá e Bambaê.
  • Paulo Moura: considerado um dos principais nomes da música instrumental do Brasil. Foi maestro, compositor, arranjador, saxofonista e clarinetista brasileiro de choro, samba e jazz.
  • Repercussão: grupo musical formado por Carlos Negreiros dedicado à pesquisas dos ritmos afro-brasileiros.
  • Tira Poeira: grupo musical formado por cinco exímios instrumentistas de formação diversa, que têm em comum a paixão pelo choro.
  • Tom Zé: uma das figuras mais originais da música popular brasileira, tendo participado ativamente do movimento musical conhecido como Tropicália nos anos 1960 e se tornado uma voz alternativa influente no cenário musical do Brasil.

Abaixo outros agenciamentos, alguns espetáculos e locais de realização:

A Chave de Ouro do Reino do Vai-não-volta, Gesta: Planetário da Gávea, SESC Pompéia, SESC Copacabana, SESC São João de Meriti, Centro Cultural da Caixa, Sala Funarte Sidney Miller, Parque das Ruínas, Aterro do Flamengo, Espaço Cultural Ariano Suassuna, Teatro Odylo Costa fº, Memorial da América Latina, Teatro Nelson Rodrigues, Centro Cultural Carioca, Arte Sumária, Praça Tiradentes, entre outros – a partir de julho de 2001.

Mamulengos da Zona da Mata Pernambucana, Mestre Zé Lopes e Mestre Zé Divina: Parque das Ruínas – novembro de 2001.

Quinteto Pixinguinha: Parque das Ruínas – outubro de 2001.

O Marco do Meio Dia, Antônio Nóbrega: Teatro Carlos Gomes – setembro de 2001 (em parceria com Brincante Produções Artísticas).

Talking Music, Paulo Moura: Auditório do BNDES – agosto de 2001.

Lunário Perpétuo, Antonio Nóbrega: Teatro Odylo Costa fº e Teatro João Caetano – agosto e outubro de 2002 (em parceria com Brincante Produções Artísticas).

Sembatuta: Teatro do SESC São João de Meriti – setembro de 2002.

Fábulas Musicais, Andréa Ernest Dias Trio e Sembatuta: Teatro João Caetano e Teatro Ziembinski – outubro a dezembro de 2002 (em parceria com Dakar Produções Artísticas).

Sabe lá o que é isso?, Cordão do Boitatá: Auditório do BNDES – setembro de 2003.

Cozinha Brasileira, Sembatuta: Auditório do BNDES – agosto de 2003.

Jogos de Armar, Tom Zé e Banda: Auditório do BNDES – abril de 2003.

O Andarilho, Ela e A2, Projeto Solos Encontrados: Teatro do Museu da República – janeiro a março de 2003.

Pastoril, Núcleo Cultural Céu na Terra: SESC Tijuca – dezembro de 2004.

Pagode Jazz Sardinha’s Club: Centro Cultural da Caixa – novembro de 2004.

Tambor de Crioula, As Três Marias: SESC Santos – novembro de 2004.

Laura Mostafa, Laura Mostafa: SESC São João de Meriti – novembro de 2004.

Adil Tiscatti, Adil Tiscatti: SESC São João de Meriti – outubro de 2004.

Roda Saia – Gira Vida, Teatro de Anônimo: Auditório do BNDES – setembro de 2004.

Trio Nicolas Krassik: Museu Histórico Nacional – setembro de 2004.

Tira Poeira, Tira Poeira: SESC São João de Meriti – junho de 2004.

Figural, Antônio Nóbrega: Auditório do BNDES – maio de 2004.

Lançamento de CD, Mercado de peixe: Teatro Rival – maio de 2004.

Divino Emaranhado, Juliana Manhães: SESC Tijuca, SESC São João de Meriti, SESC Nova Iguaçu, SESC Barra Mansa – a partir de maio de 2004.